Os pais da menina Beatriz Angélica Mota, Lucinha Mota e Sandro Romilton, protestaram na manhã de hoje (19) em frente à sede do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), onde também funciona hoje a Polícia Civil (PC), na Avenida Cardoso de Sá. Acompanhados por amigos da família, eles voltaram a cobrar respostas para o brutal assassinato da filha.

Num cartaz que levaram para a manifestação, o pedido é pela prisão de Alisson Henrique, um ex-funcionário do Colégio Maria Auxiliadora, onde Beatriz estudava e foi morta na noite de 10 de dezembro de 2015, durante uma festa de formatura. Ela tinha apenas 7 anos. Alisson é acusado de apagar das câmeras de monitoramento do colégio as imagens do provável assassino da menina.

Ainda na tarde de ontem (18), como este Blog mostrou, Lucinha Mota iniciou uma greve de fome, no Fórum Dr.Souza Filho, Centro de Petrolina, para pressionar o Judiciário a liberar um mandado de busca na residência de Alisson, que está foragido desde dezembro de 2018. A mãe da menina disse, no entanto, ter sido informada que o acusado estava escondido em casa. Após a liberação do mandado, a Polícia Civil (PC) foi até a residência de Allisson, mas não o encontrou.

Caso federalizado

Revoltada pela falta absoluta de respostas para o crime, que caminha para quatro anos, Lucinha ratificou as críticas feitas ao Governo de Pernambuco. Disse que quer a Polícia Federal (PF) tomando a frente das investigações, porque a PC não tem competência para desvendar o caso.

Para mim ficou provado que o Estado não tem nenhuma equipe de prontidão para prender Alisson, não. A impressão que eu tenho é de que eles (polícia) não estão fazendo nada. Cadê a equipe? Cadê o serviço de inteligência da Polícia Civil de Pernambuco? Eu cansei de conversa, não aguento mais. Quero ver na prática. Se o Estado não tem condições de resolver, que entregue para a Polícia Federal, porque a Polícia Federal tem muito mais competência do que a Polícia Civil de Pernambuco”, desabafou.

Pai de Beatriz, o professor Sandro Romilton reforçou as palavras de Lucinha. Segundo ele, Allisson já está foragido há mais de seis meses e a família de Beatriz não vê nenhum plano efetivo da polícia pernambucana para prendê-lo. “Nem o básico da estrutura a gente perceber que eles têm”, lamentou. “A gente quer saber como nossa família, a comunidade, a imprensa pode ajudar a encontrar Alisson. Porque é inadmissível como uma pessoa que era conhecida e tinha acesso a muitas empresas na região de repente desaparece e ninguém nunca mais o encontra. Queremos saber o que a polícia está fazendo efetivamente”, completou.

Fonte: Carlos Britto

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