A Petrobrás anunciou nesta quarta-feira (12) um corte de 4,6% no preço do diesel e o fim do intervalo mínimo de reajustes, que já havia sido modificado em março. Com redução de R$ 0,10 por litro, o óleo diesel passa nesta quinta (13) a ser vendido pelas refinarias da Petrobras, em média, a R$ 2,0664 por litro. Segundo a empresa, a medida acompanha a evolução das cotações internacionais.

O último reajuste no preço do diesel havia sido anunciado pela empresa no dia 31 de maio, quando o valor de venda pelas suas refinarias caiu em média 6%. De acordo com dados da agência estatal americana EIA, de informações em energia, o preço do óleo diesel no Golfo do México caiu 1,7% entre o fim de maio e o início desta semana.

Em comunicado ao mercado, a Petrobras informou que não respeitará mais o prazo mínimo de 15 dias para mexer no preço do diesel, regra estabelecida em meio a crescentes ameaças de greve de caminhoneiros em março. A insatisfação da categoria com a escalada dos preços na época levou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) a telefonar ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco, para alertar sobre riscos de paralisação após anúncio de reajuste de 5,7% em abril. O recuo no aumento fez a companhia perder R$ 32 bilhões em valor de mercado no dia seguinte.

Na nota ao mercado, a Petrobras diz que a mudança na política de preços lhe permite competir “de maneira mais eficiente e flexível”. A política anterior engessava a área comercial da estatal e abriu janelas de oportunidades para importações privadas diante da queda das cotações internacionais. A mudança pegou de surpresa as importadoras, que esperavam redução do preço do combustível apenas após o fim do prazo de 15 dias estabelecido em março – que se encerraria no dia 16.

Preços

A Petrobrás disse que sua política de preços continua baseada no conceito de paridade de importação, que consiste no acompanhamento das cotações internacionais, incluindo o custo para trazer os produtos ao país. Na segunda (10), a estatal havia anunciado corte de 3% no preço da gasolina, o terceiro desde o dia 24 de maio.

(Fonte: Folhapress)

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