Um bebê morreu por causa de coqueluche em Pernambuco. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o menino, que tinha menos de seis meses, morava em Igarassu, no Grande Recife. O boletim divulgado pelo governo aponta também o aumento de 283% no número de casos confirmados da doença.

A morte da criança ocorreu em dezembro de 2018, mas foi confirmada pela secretaria nesta quinta-feira (16). A pasta informa, ainda, que em 2019 não foi registrado nenhum óbito.

Ainda de acordo com a SES, até a segunda-feira (13), tinham sido confirmados 180 casos de coqueluche no estado. No mesmo período do ano passado, o estado confirmou 47 ocorrências.

A SES também informa o aumento do número de casos notificados. Até quinta (13), foram 401 registros, contra 131 notificações, no mesmo período de 2018. Isso significa um aumento de 206% em notificações.

A secretaria aponta que, este ano, 153 casos foram confirmados em meninos e meninas menores de 5 anos. Esse público é contemplado pela vacina contra a doença.

Igarassu

Por meio de nota, a prefeitura de Igarassu informou que prestou apoio à família do bebê. A administração municipal disse também que foram intensificadas as ações na comunidade para “garantir 100% da cobertura em gestantes e crianças.”

O município afirmou, ainda, que tem 91% de cobertura da vacinação pentavalente, em 2019, e 79% da cobertura com a vacina DtPA.

Estatísticas

Nas seis primeiras semanas epidemiológicas de 2019, a secretaria apontou o aumento do número de casos confirmados de coqueluche. O índice chegou a 85,7%, na comparação com as seis primeiras semanas epidemiológicas de 2018.

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, foram 26 casos confirmados até 9 de fevereiro. No ano passado, no mesmo período, o estado teve 14 confirmações.

Vacina é melhor forma de evitar coqueluche, segundo autoridades de saúde — Foto: Marlon Tavoni/EPTV

Vacina é melhor forma de evitar coqueluche, segundo autoridades de saúde — Foto: Marlon Tavoni/EPTV

Vacinação

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, a cobertura vacinal em 2018 foi menor do que a meta estabelecida pelas autoridades de saúde. Entre as crianças menores de 1 ano de idade, a cobertura da vacina pentavalente, que previne coqueluche e outras doenças, ficou em 92,25%, enquanto a meta era atingir 95% desse público alvo.

Para as gestantes, que são imunizadas com a dTpa, a cobertura vacinal chegou a 60,68%, em 2018. A meta para esse público alvo é também de 95%.

Sintomas e evolução

De acordo com os médicos, a coqueluche evolui em três etapas sucessivas. A fase catarral começa com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca.

Depois, aparecem os acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar.

Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Em bebês podem ocorrer desidratação, pneumonia, convulsões, além de lesão cerebral.

Transmissão

A doença pode ser transmitida pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa não vacinada, por meio de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar.

A transmissão também pode ocorrer por meio do contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.G1

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