Manifestações contra os cortes na educação já ocorrem em ao menos sete estados, além do Distrito Federal, na manhã desta quarta-feira (15).Há protestos em  Pernambuco, São Paulo, Rio, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pará, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em Pernambuco as manifestações começaram logo no inicio da manhã, no centro de Caruaru, mas a grande concentração de estudantes ocorrerá pela tarde, com concentração a partir das 15h na Rua da Aurora, no Centro do Recife. As instituições federais não funcionaram em adesão à greve nacional da educação. 

Em Brasília, cerca de 15 mil pessoas participam de protesto na Esplanada dos Ministérios nesta manhã, segundo estimativa da Polícia Militar do Distrito Federal. Já os organizadores do ato, que estão em carro de som, falam em 50 mil pessoas.

A concentração foi na Biblioteca Nacional e reuniu estudantes e professores, que empunham faixas contra as medidas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).”A UNB (Universidade de Brasília) não é balbúrdia” e “Tira a mão do meu IF (Instituto Federal de Brasília)” são algumas das mensagens que estavam escritas nas faixas dos participantes. Os sindicatos dos professores do Distrito Federal e dos trabalhadores de escolas públicas também apoiam a manifestação.

Um efetivo da Força Nacional e da PM permanece na frente da sede do Ministério da Educação. Não há informações se o ato passará pelo MEC.Por volta das 13h, manifestantes começaram a se reunir no vão livre do Masp, na região central de São Paulo. Integrantes de movimentos sociais e sindicatos de professores distribuem panfletos a quem passa. Marcado para começar às 14h, o ato contra os cortes na educação do governo federal irá sair do Masp e caminhar até a Assembleia Legislativa no fim da tarde.

Em São Carlos, no interior do estado, a USP, a UFSCar e o campus do IFSP (Instituto Federal São Paulo) aderiram aos protestos. A cidade tem 25 mil universitários, mais de 10% da população.

De manhã, houve uma grande concentração no campus 1 da USP. Os estudantes depois seguiram para a principal praça da cidade, a Coronel Salles, que fica do lado da Câmara Municipal.

No Rio, professores e alunos montaram tendas na praça 15, no centro da cidade, e organizaram aulas públicas e oficinas relacionadas ao protesto. Entre as atividades programadas, estão: “Como o vírus da Zika causa microcefalia?”, do Instituto de Ciências Biomédicas, oficina de cartazes contra a morte da educação, da Escola de Belas Artes e “A Matemática vai à Praça”, do Instituto de Matemática.

Universidades como a UFRJ, UERJ e Unirio se comprometeram a participar da greve. Por volta das 15h, um ato unificado está marcado na porta da igreja da Candelária, no centro.Já em Belo Horizonte, a marcha saiu de manhã do campus da Saúde da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e foi liderada por indígenas. O ato era formado por professores, estudantes e pela comunidade universitária. A passeata se dirigiu à praça da Estação, onde havia milhares de pessoas, para ato com outras instituições federais. A marcha unificada segue em direção à praça Sete.

Nos cartazes, manifestantes carregavam dizeres como “Mais livros, menos armas” e “A revolução se faz com estudantes”. Houve ainda gritos de apoio à UEMG, a universidade estadual, e contra o governo de Romeu Zema (Novo).

Em Fortaleza, por volta das 11h, a manifestação ocorria em uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a 13 de maio. Estudantes e integrantes de centrais sindicais seguem da praça da Bandeira, no centro, até a reitoria da UFC (Universidade Federal do Ceará).

Salvador também registra protestos, que contam com apresentações de grupos de percussão e teatro. Milhares de pessoas se concentraram na praça do Campo Grande, por volta das 10h, de onde saíram em passeata até a Praça Castro Alves.
Parte dos manifestantes carregam cartazes com a expressão “balbúrdia é o governo”. Um boneco gigante, representando o presidente, carrega uma faixa que diz “inimigo da educação”.

Milhares de alunos, servidores e professores de escolas e universidades do Pará também marcham pelas ruas de Belém. A mobilização começou de manhã na praça da República, no centro, e o trânsito está parado.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here