Com várias pendências em seus pagamentos, um grupo de pipeiros de Petrolina procurou ontem (20) a Câmara de Vereadores para denunciar o Exército Brasileiro, responsável pela Operação Pipa da qual foram contratados. De acordo com Marciano de Souza Bonfim, que representa a categoria, o 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), os profissionais não estariam recebendo de acordo com o que assinaram em contrato.

“Temos colegas pipeiros que ainda não receberam o mês de fevereiro, outros faltando uma parte do mês de abril. Eles (Exército) até geram uma documentação, mas depois alegam que do mês de junho pra trás, só com ordem judicial (para receber)”, declarou.

Marciano questiona o fato do porquê de após assinarem o contrato e realizarem o serviço de abastecimento d’água, para o qual foram designados, precisam acionar a justiça para garantirem seus direitos. Ele frisou que atualmente 26 pipeiros estão com problemas.

Ele disse ao Blog que a categoria tentará um acordo com o Exército, mas se não for possível tomará as medidas cabíveis. “Se eles nos atenderem conforme o que a gente precisa, tudo bem. Se não, a gente vai partir, sim para a justiça. Nós prestamos nosso serviço e estamos atrás do que é da gente, não do que é deles”, desabafou.

O representante deixou um documento com o governista Manoel da Acosap (PTB) sobre a situação da categoria. Já o vereador oposicionista Gabriel Menezes (PLS) apresentou requerimento junto à Mesa Diretora da Casa, solicitando do comando do 72ºBIMtz informações referentes aos contratos dos pipeiros.

Ele revelou, por exemplo, que há casos de pipeiros cujos contratos de três meses teriam como valor o pagamento de R$ 33,4 mil. No entanto, eles não vão receber mais do que R$ 13 mil. Gabriel disse ainda que o Exército não utiliza o GPS (aparelho localizador por satélite) e possui um sistema que dificulta os pipeiros de comprovarem o abastecimento nas comunidades rurais.

Contato

A reportagem do Blog entrou em contato com a instituição militar para comentar o assunto. A assessoria ficou de disponibilizar o número telefônico do setor responsável, mas até o momento não deu retorno.Carlos Britto

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