O turismo sustentável do arquipélago de Fernando de Noronha foi discutido, na tarde de hoje, na Câmara dos Deputados. A Audiência Pública aconteceu na Comissão de Turismo (CTUR) e foi comandada pelo deputado federal pernambucano Felipe Carreras, vice-presidente da CTUR, com a presença do ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, do administrador do arquipélago, Guilherme Rocha, e de representantes do Ibama e do ICMBio. Alguns assuntos dominaram a pauta, entre eles o balizamento noturno do Aeroporto da Ilha, que até o presente momento não foi aprovado pelo ICMBio, o abandono do antigo Hotel Esmeralda, o valor da taxa cobrada pela Econoronha para acesso ao Parque Nacional e o Plano de Manejo.

Logo no início da Audiência, o deputado Felipe Carreras pediu esclarecimentos ao ministro Edson Duarte sobre a atuação da pasta no Arquipélago. “Os problemas que estamos colocando em discussão hoje, são muito antigos. As autoridades federais mudam constantemente, mas os mesmos desafios continuam lá. É preciso encontrar soluções de sustentabilidade pensando também em questões turísticas, sociais e econômicas, já que o turismo é a principal fonte de empregos e renda dos Noronhenses”, afirmou.

Os assuntos foram sendo colocados em pauta normalmente até que o ministro começou a falar sobre os voos noturnos, deixando muito claro que, segundo ele, não existe necessidade de a Ilha receber aviões durante a noite. “Quem vai à noite pode ir durante o dia. Os voos noturnos para Fernando de Noronha são de baixa necessidade e não alteram em nada o funcionamento da ilha”, disse. Ainda segundo Edson Duarte, o turismo deve obedecer a critérios restritos para que a atividade não comprometa o arquipélago.

Felipe Carreras aproveitou a oportunidade para explicar que o pedido para o funcionamento do aeroporto de Noronha durante a noite não é uma preocupação comercial. “Acredito que quando falamos de vidas, de pessoas que precisam ser atendidas de forma urgente no Recife, não devemos colocar obstáculos sem motivos concretos. A autorização para voos noturnos é um tema emergencial e que já foi detalhado algumas vezes para representantes do Ibama. Ainda assim não tivemos nenhuma solução por desleixo e falta de interesse em preservar algo tão nobre como a vida”, defendeu Carreras, pouco antes de o presidente do ICMBio, Paulo Carneiro, afirmar que a documentação será reavaliada a fim de atender a solicitação do parlamentar e do administrador de Fernando de Noronha, que confirmou mais uma vez que já tinha informado, via ofício, a necessidade de voos noturnos apenas para salva guarda. “O documento foi enviado há alguns meses”.Magno Maertins

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